Dormia tão sossegada

Dormia tão sossegada. Abraçava-se a ele com medo de cair. Não queria adormecer, mas o cansaço vencia o desejo.
Dormia a sorrir, quase como que a viver uma alucinação transcendental. Algo de supremo estava para acontecer. A acontecer.
Alguns livros ao seu lado. Uma garrafa de água no chão.
Alguns livros ao seu lado. Uma garrafa de água no chão.
- "Não acreditas a sede que tive esta noite".
Ele acreditava, mas permanecia sem silêncio. Às vezes, basta o silêncio.
Os pés, antes frios, procuravam fontes de calor. O sono queria-se quente. A protecção conseguia-se entre abraços.
- "Gosto de dormir assim, mas não quero adormecer. Já não tenho medo", tinha repetido.
- "Quero aproveitar todos os momentos".
Aproveitamos sempre, pensou ele.
- "Gosto de te ver dormir. Tinha-te prometido este embalo".
Sorriu.
Voltou a adormecer. Sossegada.
Ele sentiu-a sorrir de novo.
- "Sorris quando dormes".
- "Nunca me tinham dito".
Unos.
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